Gastrite...fique atento!!!

1. Quais são as causas da gastrite?


Além da gastrite bacteriana (esta é a causa principal de gastrite?)não é a principal, pode deixar assim como esta, como uma das causas (é a causa mais estudada), causada pela infecção da bactéria Helicobacter pylori, outros motivos podem levar a irritação ou inflamação da mucosa gástrica, que passa a não suportar mais um elevado conteúdo ácido. São eles:

Estresse;

Substâncias irritantes (como medicamentos);

Drogas (como a cocaína);

Fumo;

Álcool;

Substâncias corrosivas (como produtos de limpeza);

Elevados níveis de radiação (na radioterapia, por exemplo);

Algumas doenças auto-imunes;

Algumas doenças digestivas, como doença de Crohn;

Certas espécies de vírus, parasitas e outras bactérias.

2. Existe uma dieta especial para os diferentes tipos de gastrites ou todos os alimentos têm o mesmo efeito em todos os casos? 

De maneira geral, a dieta segue o mesmo padrão: o fracionamento de cinco a seis refeições diárias e devem ser evitados os alimentos irritantes e estimulantes de secreção gástrica. 

Portanto, nas diferentes fases da doença a dieta recebe as mesmas orientações, mas com diferentes enfoques. . Por exemplo, na gastrite aguda, a dietoterapia consiste em recuperar a mucosa gástrica. Já na gastrite crônica, a dietoterapia consiste em evitar o avanço das lesões e proteger a mucosa gástrica. 

Somente em casos de gastrites crônicas com hipersecreção, a dieta deve conter um pouco mais de gorduras, que provocam uma maior liberação de enterogastrona no intestino (hormônio que inibe o peristaltismo estomacal) e, consequentemente, reduz-se a secreção e o tônus do estômago.

3. Quais alimentos ajudam a controlar os sintomas da gastrite e quais alimentos acentuam o desconforto? 

Estão separados em duas listas os alimentos que contribuem para controlar os sintomas da doença e outros que devem ser evitados, pois aumentariam o desconforto. Seguem abaixo:

Alimentos que contribuem para controlar os sintomas da gastrite: 

Água, chá de frutas e ervas, suco de frutas diluído;

Frutas, gelatina, mingaus;

Leite (combinado a outro alimento) e iogurte desnatado ou light;

Queijos brancos;

Carnes brancas e magras (peixe, frango, perú);

Purês, batata, mandioquinha, suflês, vegetais cozidos;

Geleias, mel, margarina light em quantidade moderada;

Sopas de vegetais e carne.

Alimentos que devem ser evitados: 

Condimentos (pimenta-do-reino e a vermelha); 

Álcool; 

Alimentos estimulantes, como café, chá mate, chá preto, chocolate;

Temperos industrializados, como caldo de carne, maionese, molho tártaro, Extrato ou molho de tomate, molho de soja (shoyo), molho inglês, molho de salada;

Refrigerantes;

Frutas ácidas e tomate;

Carne processadas: presunto, mortadela, copa, lombo, salsicha, linguiça, salame;

Alimentos gordurosos em geral;

Goma de mascar.

Todos estes alimentos são proibidos para não aumentarem a secreção gástrica. Se necessário, faz-se uma suplementação nutricional para evitar deficiências de micronutrientes e não prejudicar a cicatrização tecidual. De qualquer maneira, é importante testar os alimentos que causam desconforto gástrico e assim retirá-los da alimentação. 

4. Recomenda-se evitar somente o consumo de frutas ácidas?

Sim. As únicas frutas que devem ser evitadas são aquelas mais ácidas (como laranja, limão, mexerica, entre outras) e frutas que não estejam maduras. É importante lembrar que cada organismo reage diferentemente aos alimentos, então não existe uma lista estabelecida de frutas a serem evitadas, e sim aquelas que causem desconforto ao paciente. Deve-se evitar também a ingestão de sucos ácidos concentrados (limão, laranja). O ideal é diluí-los.

O consumo de outras frutas é recomendado, pois são de fácil digestão, ricas em fibras alimentares, ajudam a manter a hidratação e fornecem vitaminas importantes para manutenção da saúde do indivíduo. 

5. Quais dicas nutricionais são importantes para estes pacientes? 

Paciente com gastrite está com a mucosa gástrica fragilizada, por isso deve-se poupá-la de maiores esforços. Assim, além da dieta específica, o paciente deve se alimentar em ambientes calmos e mastigar bem o alimento antes de engolir, para facilitar a digestão. 

Refeições com grandes volumes de alimentos também vão exigir trabalho extra do sistema digestório. Por isso, recomenda-se uma alimentação fracionada, em que o paciente deve comer mais vezes no dia, em menores quantidades. Esta recomendação também visa diminuir o tempo de jejum, que acidificaria o meio estomacal, aumentando as crises de gastrite. A refeição à noite deve ser leve e de fácil digestão.

Os alimentos devem ser mais abrandados, ou seja, bem cozidos e ingeridos em temperatura morna para que proporcionem uma digestão mais facilitada e recuperação da mucosa gástrica.

6. Quais alimentos possuem propriedades nutricionais especiais que podem aliviar o desconforto da gastrite? 

Ovo: Estudos descrevem a importância dos ovos como fonte de uma imunoglobulina específica, a “IgY”, capaz de reduzir a inflamação gástrica causada pela bactéria H. pylori.

Brócolis e broto de brócolis: estudos demonstraram que o Sulforaphane, substância abundante nos brócolis e broto de brócolis, inibe a infecção causada pela bactéria H. pylori, devido ao potencial efeito bactericida desta substância.

Cenoura: estudos relatam relação inversa entre concentração de beta-caroteno, substância presente na cenoura, e risco de gastrite. Ou seja, a ingestão frequente de cenoura pode ajudar a minimizar os riscos de desenvolvimento de gastrite.

Água de coco: esta bebida possui propriedades antioxidantes, além de conter proteínas, gorduras e minerais, como sódio, potássio, magnésio e cálcio. Por isso, a água de coco além de ser excelente bebida hidratante, ainda protege o organismo contra a ação dos radicais livres. Estudo científico verificou diversas propriedades funcionais na associação de água de coco com caju, como prevenção do câncer, prevenção da Helicobacter pylori causadora da gastrite aguda e propriedades antioxidantes.

Iogurte: devido à fermentação, o iogurte tem fácil digestão (seis vezes mais digerível que o leite). A caseína, proteína do leite e derivados, é facilmente degradada em aminoácidos pelo suco gástrico e disponível para a absorção.

7. O que comer na hora da crise? Como obter esse alívio instantâneo? 

Para alívio imediato o tratamento mais utilizado é o uso de antiácidos. O chá de espinheira-santa verdadeira, planta nativa da região do sul do Brasil, também é utilizada principalmente para o tratamento de gastrites e úlceras estomacais.

Após o alívio da dor, o paciente deve seguir com dieta específica para gastrite, conforme descrita anteriormente. 

O leite não deve ser consumido nesse momento, pois produz uma sensação de alívio imediato, mas é acompanhado de um “efeito rebote” que aumenta a secreção gástrica. 

Refluxo gastroesofágico


Rouquidão, pigarro e dor de garganta freqüentes: sinal de que algo não está bem

Refluxo gastroesofágico pode afetar também a laringe e a faringe

Se você tem com freqüência pigarro, tosse crônica, rouquidão e dor de garganta, atenção! O culpado por isso pode ser o refluxo, um retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, que pode também atingir a laringe e a faringe. Todos nós apresentamos, normalmente, vários episódios de refluxo ao longo do dia, principalmente após as refeições. Porém, quando o refluxo se torna excessivo, causando sintomas ou lesões, denomina-se doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE).

O quadro clássico costuma se manifestar com dores no estômago, má digestão e queimação na altura do esôfago. O sintoma mais comum é a azia (pirose), que ocorre por causa da acidez elevada do suco gástrico refluído. O ácido atinge regiões não preparadas para esse contato, provocando inflamação crônica.

Estudos realizados nos últimos dez anos mostram a incidência da forma atípica de manifestação da doença, chamada de refluxo laringofaríngeo, problema que está chamando a atenção dos especialistas. Quando ultrapassa o esôfago e sobe até a garganta, pode ferir as cordas vocais e a faringe, afetando assim a saúde vocal e prejudicando principalmente os profissionais da voz, como professores, cantores, locutores. O refluxo também traz outras conseqüências, tais como a halitose (mau hálito), rinites e sinusites crônicas, e problemas dentários (cáries, gengivites e aftas).

Por causa da ausência dos sintomas clássicos, demorou-se muito tempo para que os médicos conseguissem identificar quem eram esses doentes e quais manifestações apresentavam. "São sintomas que nada tem a ver com o refluxo clássico, mas sim com o fato de o ácido ter subido na garganta e queimar aquela região", afirma a Profª Assistente do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, Cláudia Eckley. A garganta fica vermelha, inchada e isso causa, na região de transição entre o esôfago e a faringe, "uma sensação de pigarro ou algo parado na garganta". Para o refluxo laringofaríngeo, as manifestações mais comuns são tosse seca, pigarro e rouquidão, principalmente pela manhã, ou após as refeições.

Hoje já existe tratamento para o refluxo, que é feito com medicamentos e dieta. A alimentação deve ser fracionada (menores quantidades em intervalos menores entre cada refeição) e balanceada, evitando-se alimentos ácidos, frituras, gorduras, refrigerantes e molho de tomate. Perda de peso é recomendada. Os otorrinolaringologistas condenam o uso de pastilhas, balas e gengibre, que provocam uma falsa sensação de alívio e apenas "disfarçam" o problema.

Se não for tratado, o refluxo na laringe e faringe, associado principalmente à bebida, drogas ou cigarro podem causar irritações graves na garganta, levando ao aparecimento de feridas nas cordas vocais e podendo até transformar-se em um câncer.

  



O que é Doença do refluxo gastroesofágico?

Sinônimos: DRGE, Esofagite de refluxo, azia crônica

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição na qual o conteúdo do estômago (alimento ou líquido) vaza em direção contrária ao estômago para o esôfago (o tubo da boca ao estômago). Essa ação pode irritar o esôfago, causando azia e outros sintomas.

Causas

Quando você come, a comida passa da garganta para o estômago através do esôfago (também chamado de canal do alimento ou tubo de deglutição). Uma vez que a comida está no estômago, um anel de fibras musculares impede que o alimento se mova para trás para o esôfago. Essas fibras musculares são chamadas esfíncter esofágico inferior ou EEI.

Se esse músculo esfíncter não fechar bem, alimento, líquido e suco gástrico podem vazar de volta para o esôfago. Isso é chamado refluxo ou refluxo gastroesofágico. Esse refluxo pode causar sintomas ou pode até lesar o esôfago.

Os fatores de risco do refluxo incluem hérnia hiatal (uma condição na qual parte do estômago se move acima do diafragma, que é o músculo que separa as cavidades torácica e abdominal), gravidez e esclerodermia.

Obesidade, cigarros e possivelmente álcool também aumentam a chance de DRGE.

Azia e refluxo gastroesofágico podem ser causados ou piorados por gravidez e vários medicamentos diferentes. Essas drogas incluem:

  • Anticolinérgicos (p.ex., para enjoo do mar)
  • Betabloqueadores para pressão arterial alta ou doença cardíaca
  • Broncodilatadores para asma
  • Bloqueadores dos canais de cálcio para pressão arterial alta
  • Drogas ativadas por dopamina para doença de Parkinson
  • Progestina para hemorragia menstrual anormal ou controle de natalidade
  • Sedativos para insônia ou ansiedade
  • Antidepressivos tricíclicos

Se você suspeitar que um de seus medicamentos possa estar causando azia, fale com o seu médico. Nunca mude nem pare com um medicamento que você toma regularmente sem falar com o seu médico.

Exames

Você pode não precisar de nenhum teste se seus sintomas não forem graves.

Se seus sintomas forem graves ou voltarem após você ter sido tratado, um ou mais testes podem ajudar a diagnosticar refluxo ou alguma complicação:

  • A esofagogastroduodenoscopia (EGD) frequentemente é usada para identificar a causa e examinar o esôfago (tubo de deglutição) para verificar se há lesões. O médico insere um tubo fino com uma câmera na extremidade através de sua boca. O tubo é então passado pelo seu esôfago, estômago e intestino delgado.
  • Ingestão de bário
  • Monitoramento contínuo do pH esofágico
  • Manometria esofágica

Um exame de sangue oculto nas fezes positivo pode diagnosticar hemorragia da irritação no esôfago.


Sintomas de Doença do refluxo gastroesofágico

Os sintomas mais comuns são:

  • Sensação de que o alimento pode ter ficado preso atrás do esterno
  • Aumentados ao se curvar, inclinar para a frente, ficar deitado ou comer
  • Mais prováveis ou piores à noite
  • Aliviados por antiácidos
  • Náusea após comer

Os sintomas menos comuns são:

  • Tosse ou respiração ofegante
  • Dificuldade para deglutir
  • Soluços
  • Rouquidão ou alteração na voz
  • Regurgitação de alimento
  • Dor de garganta

Buscando ajuda médica

Ligue para o seu médico se os sintomas piorarem ou não melhorarem com os medicamentos ou com as mudanças no estilo de vida.

Também ligue se tiver algum dos seguintes sintomas:

  • Hemorragia
  • Engasgamento (tosses, dificuldade para respirar)
  • Sensação de estar satisfeito rapidamente quando come
  • Vômitos frequentes
  • Rouquidão
  • Perda de apetite
  • Dificuldade para deglutir (disfagia) ou dor na deglutição (odinofagia)
  • Perda de peso

Tratamento de Doença do refluxo gastroesofágico

Para prevenir azia, evite alimentos e bebidas que possam desencadear seus sintomas. Para muitas pessoas, eles incluem:

  • Álcool
  • Cafeína
  • Bebidas gasosas
  • Chocolate
  • Frutas e sucos cítricos
  • Tomates
  • Molhos de tomate
  • Alimentos picantes ou gordurosos
  • Produtos derivados de leite integral
  • Menta
  • Hortelã

Se outros alimentos causarem azia com regularidade, evite esses alimentos também.

Além disso, tente fazer as seguintes mudanças em seus hábitos alimentares e estilo de vida:

  • Evite se curvar ou exercitar logo após comer
  • Evite roupas ou cintos que ficam apertados ao redor da cintura
  • Não se deite com estômago cheio. Por exemplo, evite comer 2 a 3 horas antes de dormir.
  • Não fume.
  • Faça refeições menores.
  • Perca peso se você estiver com excesso.
  • Reduza o estresse.
  • Durma com sua cabeça elevada em torno de 15 centímetros. Faça isso inclinando toda a sua cama ou usando uma cunha sob o seu corpo, não apenas travesseiros normais.

Antiácidos vendidos sem receita podem ser usados após as refeições e na hora de dormir, embora não durem muito tempo. Efeitos colaterais comuns de antiácidos incluem diarreia ou constipação.

Outras drogas vendidas sem receita podem tratar da DRGE. Elas funcionam mais lentamente do que os antiácidos, mas oferecem alívio mais longo. Seu farmacêutico, médico ou enfermeiro pode dizer a você como usar esses medicamentos.

  • Inibidores da bomba de prótons (IBP) são os inibidores de ácidos mais poderosos: omeprazole (Prilosec), esomeprazole (Nexium), lansoprazole (Prevacid), rabeprazole (AcipHex) e pantoprazole (Protonix)
  • antagonistas H2: famotidina (Pepsid), cimetidina (Tagamet), ranitidina (Zantac) e nizatidina (Axid)
  • Agentes procinéticos: metoclopramida (Reglan)

Operações antirrefluxo (fundoplicatura de Nissen e outras) podem ser uma opção para pacientes cujos sintomas não passam com mudanças de estilo de vida e drogas. Azia e outros sintomas devem melhorar após a cirurgia, mas você ainda pode precisar tomar medicamentos para sua azia. Também há novas terapias para refluxo que podem ser realizadas por meio de uma endoscopia (um tubo flexível passado através da boca até o estômago).

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Expectativas

A maioria das pessoas responde a medidas não cirúrgicas, com mudanças no estilo de vida e medicamentos. No entanto, vários pacientes precisam continuar tomando drogas para controlar seus sintomas.

Complicações possíveis

  • Esôfago de Barrett (uma alteração no revestimento do esôfago que pode aumentar o risco de câncer)
  • Broncoespasmo (irritação e espasmo das vias respiratórias devido ao ácido)
  • Tosse ou rouquidão crônica
  • Problemas dentais
  • Úlcera esofágica
  • Inflamação do esôfago
  • Estrangulamento (um estreitamento do esôfago devido à cicatrização da inflamação)

Prevenção

  • Técnicas de prevenção de azia
  • Observar o esôfago com um endoscópio e obter uma amostra de tecido esofágico para exame (esofagoscopia com biópsia) pode ser recomendado para diagnosticar o esôfago de Barrett.
  • Frequentemente, é recomendada a endoscopia de acompanhamento para detectar displasia ou câncer.